Produtores de fumo investem no solo para potencializar produtividade e qualidade da folha

Estudo realizado em lavouras e mudas de fumo demonstra que sulfato de cálcio granulado pode incrementar a lucratividade

O objetivo de todo produtor é que a sua lavoura se desenvolva bem e o resultado seja uma colheita com qualidade e ótima produtividade. No caso dos produtores de fumo, o peso final da planta é tão importante quantos esses dois outros aspectos. Quanto maior for o peso de fumo por planta, melhor será a lucratividade da safra.

Diante disso, os produtores de fumo de Santa Catarina e do Paraná estão descobrindo que a solução para a relação planta x peso estava dentro da sua propriedade, mais especificamente no seu próprio solo.

Foi o que mostrou um estudo realizado no município de Vidal Ramos, em Santa Catarina, na cultura do fumo. Através da aplicação de fertilizante mineral à base de cálcio e enxofre solúveis nas plantas, os pesquisadores observaram um significativo incremento na produtividade e na qualidade das plantas.

O sulfato de cálcio granulado foi aplicado em cobertura, no entorno das plantas de fumo quando elas apresentavam aproximadamente 5 a 7 folhas. Após a colheita e o processo de secagem das plantas, o peso total das folhas apresentou expressiva diferença comparado ao das plantas que não receberam o sulfato de cálcio granulado.

O resultado do estudo, conduzido pela SulGesso, apontou uma produtividade média da lavoura de 2.366 kg/ha e, na área onde foram aplicados 200 kg/ha de sulfato de cálcio granulado a produtividade média foi de 2.771 kg/ha. Ou seja, a aplicação de 200 kg/ha proporcionou um incremento de 17% no rendimento total por hectare.

A explicação para isso, segundo os agrônomos, está no próprio solo. A engenheira agrônoma e pesquisadora, Jussara Cristina Stinghen, afirma que para garantir a longevidade da cadeia produtiva da cultura do tabaco, a adubação não deve focar somente no nitrogênio e no potássio, macronutrientes significativamente demandados pela cultura, mas também no cálcio e no enxofre, que devem estar na forma solúvel (sulfato) e prontamente disponível à planta.

“Além do incremento na produtividade da cultura, a utilização do sulfato de cálcio granulado proporcionou melhoria na qualidade das folhas para classificação. Foi verificado uma maior sanidade da lavoura, pela menor incidência de manchas foliares, o que reflete em maior rentabilidade para o produtor de fumo, que é remunerado pela qualidade da folha”, explica a agrônoma.

A cultura do fumo absorve em média 135 kg/ha de cálcio e 24 kg/ha de enxofre, cujos efeitos na planta se manifestam, na parte aérea, com folhas mais vigorosas e com maior sanidade. Além disso, é possível verificar um maior crescimento e desenvolvimento do sistema radicular, o que se reflete em benefícios em termos de nutrição de planta, pela maior absorção de nutrientes e, na condição de déficit hídrico, permite à planta buscar água em maiores profundidades.

No Paraná, no município de Guamiranga, outro experimento é realizado na cultura do fumo. O produtor Eduardo Stadler planta em uma área de 10,2 hectares, com potencial para produção de 800 mil pés de fumo em área total. Nesta área está sendo desenvolvido um trabalho de balizamento de dosagens, onde inicialmente foi sugerida a aplicação no floating – lugar onde são preparadas as mudas para as podas iniciais durante um mês. O experimento segue em duas recomendações de 500g/floating a cada 15 dias. As mudas com o tratamento vêm apresentando maior desenvolvimento radicular em relação ao padrão.

O engenheiro agrônomo e Desenvolvedor de Mercado da empresa, Luann Augusto, explica que agora o processo é acompanhar o desenvolvimento das mudas e depois o transplante a campo, no início de setembro. “Além disso, o produtor vai levar as mudas para área comercial. Constatamos com o produtor, que quando utilizado o produto nas mudas temos uma maior resistência na questão transplante, um sistema radicular mais resistente e a parte área da planta mais desenvolvida”, acrescenta Luan, que também é responsável por este experimento no Paraná.

Para o produtor Eduardo Stadler, é fundamental o processo de enraizamento das plantas. “Quanto mais raízes desenvolvemos nas mudas antes do transplantio, maior é o vigor e ganho de peso no campo”, destaca o produtor.

Fonte: AgroUrbano

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