Projeto une agricultores e pesquisadores para desenvolver novas variedades de pimenta em Minas Gerais
Fotos: Divulgação/UFV

Uma iniciativa coordenada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) pretende impulsionar a produção sustentável de pimentas na Zona da Mata mineira por meio da participação direta dos agricultores no desenvolvimento de novas variedades da cultura. O projeto integra o Programa Participa Minas e aposta na colaboração entre pesquisadores e produtores rurais para criar cultivares mais adaptadas às condições locais de cultivo.
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A proposta busca identificar e selecionar materiais genéticos capazes de oferecer melhor produtividade, qualidade e resistência, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e para a geração de renda nas propriedades rurais.
Um dos principais diferenciais do projeto é o modelo de melhoramento genético participativo, metodologia que permite aos agricultores atuarem ao lado dos pesquisadores na definição das características consideradas prioritárias para as novas variedades.
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A iniciativa será desenvolvida em dez propriedades rurais distribuídas entre os municípios de Viçosa, Guaraciaba, Muriaé, Barão de Monte Alto, Raul Soares e Espera Feliz. Os participantes são produtores orgânicos vinculados ao Sistema Participativo de Garantia (SPG) Floriô.

Segundo os coordenadores, a presença de áreas de cultivo em diferentes regiões permitirá avaliar o comportamento das variedades em distintos ambientes de produção, ampliando as chances de identificar materiais com alto potencial de adaptação.
Os estudos envolvem o cultivo de variedades comerciais e de materiais conservados em bancos de germoplasma da própria UFV e da Embrapa Hortaliças. Ao longo da pesquisa, serão realizadas análises para avaliar desempenho produtivo, características agronômicas, qualidade dos frutos, resistência a fatores adversos e potencial comercial.
Além dos testes de campo, os pesquisadores utilizarão ferramentas avançadas de análise genética para mapear características importantes e identificar materiais promissores para futuros programas de melhoramento.
Entre os critérios observados estão produtividade, vigor das plantas, composição nutricional, qualidade dos frutos e presença de compostos responsáveis pela pungência das pimentas.
O projeto também prevê uma ampla programação de capacitação voltada para agricultores, estudantes e profissionais ligados ao setor agrícola. Serão oferecidos cursos e treinamentos sobre produção de sementes, avaliação de cultivares, manejo sustentável e técnicas de melhoramento genético.
Estudantes do curso de Agronomia da UFV também participarão das atividades, adquirindo experiência prática em pesquisa, extensão rural e interação com produtores.

A iniciativa busca ainda fortalecer a autonomia dos agricultores ao ampliar o acesso ao conhecimento técnico e estimular a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no campo.
Outro objetivo é incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis, promovendo a conservação da biodiversidade e o uso eficiente dos recursos genéticos disponíveis.
A expectativa é que as futuras variedades apresentem maior adaptação às condições climáticas e de manejo da região, além de melhor desempenho produtivo e maior resistência a pragas e doenças.
Os resultados obtidos deverão beneficiar tanto os produtores quanto os consumidores, contribuindo para a diversificação da produção agrícola, o aumento da renda no meio rural e o fortalecimento da agricultura familiar em Minas Gerais.
As informações geradas durante o projeto serão compartilhadas por meio de publicações técnicas, eventos, cursos, materiais educativos e plataformas digitais, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a conexão entre universidade, pesquisa e produtores rurais.
Fonte:UFV
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