Queda dos fertilizantes e alta das commodities melhoram relação de troca no campo em agosto
Foto: Freepik

A combinação entre a alta dos preços de commodities agrícolas e a queda nas cotações de fertilizantes melhorou a relação de troca para o produtor rural brasileiro em agosto. A avaliação é do Itaú BBA, que identificou recuperação nos preços de grãos, cereais, açúcar e boi, ao mesmo tempo em que os principais nitrogenados ficaram mais baratos.
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O movimento ajudou a aumentar o poder de compra dos agricultores e favoreceu a retomada das negociações de fertilizantes, principalmente dos produtos utilizados na produção da segunda safra.
Entre os nitrogenados, a maior queda foi registrada pela ureia. O preço passou de US$ 482,50 por tonelada no início de agosto para US$ 422 no fim do mês, redução de aproximadamente 12,5%.
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O sulfato de amônio teve recuo ainda maior, de US$ 262,50 para US$ 220 por tonelada, queda de cerca de 16%.
Segundo o Itaú BBA, a recuperação das cotações do milho contribuiu para melhorar a capacidade de compra do produtor. Com isso, a relação de troca dos nitrogenados voltou a níveis que favorecem a negociação dos insumos destinados à segunda safra.
A demanda por nitrogênio deve continuar nos próximos meses, já que a segunda safra utiliza grandes volumes do nutriente e a janela de aquisição dos fertilizantes permanece aberta até o fim do ano.
Apesar da melhora observada em agosto, o banco avalia que o mercado continua sujeito a oscilações provocadas pelo cenário geopolítico internacional. As tensões no Oriente Médio estão entre os fatores que podem influenciar novamente os preços dos fertilizantes e das commodities.
Importações de ureia avançam
O movimento de recuperação também aparece nos dados de comércio exterior. O Brasil importou 601 mil toneladas de ureia em julho, maior volume mensal registrado em 2026.
No acumulado de janeiro a julho, porém, as importações somaram 2,3 milhões de toneladas, queda de 24,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Para o Itaú BBA, a tendência é de aumento das compras externas nos próximos meses, acompanhando a demanda por fertilizantes para as culturas de segunda safra.
Fosfatados mantêm pressão sobre os custos
A queda dos preços não ocorreu de forma uniforme entre os fertilizantes. Os produtos fosfatados continuam apresentando uma relação de troca menos favorável ao produtor, especialmente o MAP.
Em agosto, o MAP recuou para US$ 855 por tonelada, enquanto o SSP chegou a US$ 245. Mesmo com a redução, o custo desses produtos ainda exige uma quantidade maior de produção agrícola para a aquisição dos insumos.
Segundo o banco, parte da queda recente dos fosfatados está relacionada ao enfraquecimento da demanda brasileira, e não a uma mudança estrutural nas condições de oferta mundial.
O preço do enxofre também limita uma redução maior dos custos. A matéria-prima é utilizada na fabricação de fertilizantes fosfatados e apresentou forte valorização ao longo do ano.
Em julho, o Brasil importou 29 mil toneladas de enxofre, menor volume mensal dos últimos 36 meses. O preço médio chegou a US$ 1.067 por tonelada FOB, mais que o dobro do registrado em janeiro.
O aumento do custo do enxofre encarece a produção de fertilizantes fosfatados e reduz o espaço para novas quedas nas cotações desses produtos.
Ureia e sulfato de amônio tiveram recuos de 12,5% e 16%, respectivamente, enquanto milho e outras commodities agrícolas registraram valorização
A combinação entre a alta dos preços de commodities agrícolas e a queda nas cotações de fertilizantes melhorou a relação de troca para o produtor rural brasileiro em agosto. A avaliação é do Itaú BBA, que identificou recuperação nos preços de grãos, cereais, açúcar e boi, ao mesmo tempo em que os principais nitrogenados ficaram mais baratos.
O movimento ajudou a aumentar o poder de compra dos agricultores e favoreceu a retomada das negociações de fertilizantes, principalmente dos produtos utilizados na produção da segunda safra.
Entre os nitrogenados, a maior queda foi registrada pela ureia. O preço passou de US$ 482,50 por tonelada no início de agosto para US$ 422 no fim do mês, redução de aproximadamente 12,5%.
O sulfato de amônio teve recuo ainda maior, de US$ 262,50 para US$ 220 por tonelada, queda de cerca de 16%.
Segundo o Itaú BBA, a recuperação das cotações do milho contribuiu para melhorar a capacidade de compra do produtor. Com isso, a relação de troca dos nitrogenados voltou a níveis que favorecem a negociação dos insumos destinados à segunda safra.
A demanda por nitrogênio deve continuar nos próximos meses, já que a segunda safra utiliza grandes volumes do nutriente e a janela de aquisição dos fertilizantes permanece aberta até o fim do ano.
Apesar da melhora observada em agosto, o banco avalia que o mercado continua sujeito a oscilações provocadas pelo cenário geopolítico internacional. As tensões no Oriente Médio estão entre os fatores que podem influenciar novamente os preços dos fertilizantes e das commodities.
Importações de ureia avançam
O movimento de recuperação também aparece nos dados de comércio exterior. O Brasil importou 601 mil toneladas de ureia em julho, maior volume mensal registrado em 2026.
No acumulado de janeiro a julho, porém, as importações somaram 2,3 milhões de toneladas, queda de 24,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Para o Itaú BBA, a tendência é de aumento das compras externas nos próximos meses, acompanhando a demanda por fertilizantes para as culturas de segunda safra.
Fosfatados mantêm pressão sobre os custos
A queda dos preços não ocorreu de forma uniforme entre os fertilizantes. Os produtos fosfatados continuam apresentando uma relação de troca menos favorável ao produtor, especialmente o MAP.
Em agosto, o MAP recuou para US$ 855 por tonelada, enquanto o SSP chegou a US$ 245. Mesmo com a redução, o custo desses produtos ainda exige uma quantidade maior de produção agrícola para a aquisição dos insumos.
Segundo o banco, parte da queda recente dos fosfatados está relacionada ao enfraquecimento da demanda brasileira, e não a uma mudança estrutural nas condições de oferta mundial.
O preço do enxofre também limita uma redução maior dos custos. A matéria-prima é utilizada na fabricação de fertilizantes fosfatados e apresentou forte valorização ao longo do ano.
Em julho, o Brasil importou 29 mil toneladas de enxofre, menor volume mensal dos últimos 36 meses. O preço médio chegou a US$ 1.067 por tonelada FOB, mais que o dobro do registrado em janeiro.
O aumento do custo do enxofre encarece a produção de fertilizantes fosfatados e reduz o espaço para novas quedas nas cotações desses produtos.
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