Testes de Covid-19 a base de maconha serão usados em profissionais de saúde

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizará nos próximos meses a maior pesquisa já feita no país para avaliar os efeitos da cannabis no tratamento de transtornos de humor. Os testes serão feitos em 300 enfermeiros e médicos que trabalham na linha de frente do enfrentamento à Covid-19.

A pesquisa foi aprovada nesta semana pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da universidade. Os estudos vão seguir critérios científicos rigorosos entre eles a utilização de placebo. Nem os pesquisadores nem os voluntários saberão se vão receber o medicamento a base de cannabis ou uma substância sem nenhum efeito.

Os medicamentos à base de maconha serão produzidos Associação Brasileira de Apoio a Cannabis Esperança (ABRACE), localizada em João Pessoa (PB). O recrutamento ocorrerá durante o mês de julho e os testes começam em agosto.

Estudo sugere que cannabis pode proteger do Covid-19

Já pesquisadores do Canadá compartilharam um estudo em que apontam que princípios ativos da maconha podem proteger as células do corpo humano contra o novo coronavírus. Em artigo no site Preprints.org, a equipe de estudiosos sugere que componentes químicos da uma variedade de cannabis reduziriam a capacidade do vírus de chegar até as células pulmonares.

Em conversa ao portal alemão DW, Igor Kovalchuck, professor de ciências biológicas da Universidade de Lethbridge (a pesquisa é feita em associação com a Pathway RX, uma empresa focada no desenvolvimento de terapias personalizadas de cannabis), disse que os resultados relativos à Covid-19 se originam em estudos com outros focos, como artrite e câncer.

Ele explicou que foi observado que canabinoides mudariam a enzima receptora do Sars-cov-2 no corpo humano, tornando-o menos vulnerável ao vírus e reduzindo o risco de infecção. O cientista contou que eles utilizaram espécies da Cannabis sativa com alto teor de canabidiol.

A pesquisa ainda não foi submetido a avaliação por outros estudiosos, para que seja confirmada ou refutada. Também ao DW, Kovalchuck assegurou que o canabidiol seria um “complemento” no tratamento da Covid-19, mas que não excluiria outros métodos.

Fonte: Brasil 61 e Abrace Esperança

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