Colheita do café conilon começa no ES e exige atenção ao ponto ideal de maturação
Foto: Divulgação/ Netafim

O início da colheita do café conilon no Espírito Santo, neste mês de maio, acende o alerta dos produtores para um dos momentos mais importantes da safra: identificar o ponto ideal de maturação dos frutos.
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A definição do momento correto de entrada na lavoura influencia diretamente fatores como rendimento, uniformidade da colheita e qualidade final da produção. Entrar cedo demais pode comprometer o desenvolvimento dos grãos. Por outro lado, atrasar excessivamente a colheita também pode gerar perdas no campo.
Na prática, a recomendação técnica é que a lavoura apresente um percentual elevado de frutos maduros antes do início da operação.
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Na Fazenda Venturim, em São Domingos do Norte, o produtor rural Isaac Venturim acompanha de perto o estágio de maturação em uma área de 90 hectares de café conilon.
“A gente faz esse monitoramento com equipe técnica, avaliando o percentual de maturação. Quando chega em torno de 70% de frutos maduros, a gente inicia a colheita”, explica.
Uniformidade da maturação influencia rendimento da lavoura

A uniformidade da maturação é considerada um dos principais desafios na produção de café conilon. Fatores climáticos, distribuição das chuvas e intensidade das floradas podem impactar diretamente o desenvolvimento dos frutos ao longo do ciclo.
Segundo Isaac Venturim, quando a florada ocorre de forma mais uniforme, a tendência é que a maturação acompanhe o mesmo padrão.
“Isso depende muito da chuva e da florada. Quando ela vem mais uniforme, a maturação também acompanha. Quando não, a gente não tem essa uniformidade e precisa esperar mais para entrar colhendo”, relata.
Essa variação interfere no planejamento da propriedade e pode exigir mais de uma entrada na lavoura, elevando custos operacionais e dificultando o manejo da colheita.
Manejo ao longo do ciclo interfere no desenvolvimento dos frutos
Além das condições climáticas, o manejo adotado durante o ciclo produtivo também possui impacto direto na uniformidade da lavoura.
Práticas relacionadas à irrigação, adubação e condução nutricional das plantas ajudam a reduzir diferenças entre os pés de café e favorecem uma maturação mais homogênea.
De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, Elidio Torezani, lavouras conduzidas com maior equilíbrio tendem a apresentar melhor definição do ponto de colheita.
“A uniformidade da irrigação e da adubação, quando bem conduzidas, tendem a gerar plantas mais uniformes e, por consequência, uma maturação mais homogênea. Isso facilita a definição do momento ideal da colheita”, observa.
Irrigação pode impactar produtividade do café conilon

A irrigação é apontada como um dos fatores determinantes para evitar maturação precoce dos frutos.
Segundo especialistas do setor, plantas submetidas a estresse hídrico ou nutricional podem acelerar o amadurecimento antes do pleno desenvolvimento dos grãos, afetando produtividade e qualidade.
“Uma irrigação desuniforme ou realizada em momentos inadequados pode levar à maturação precoce dos grãos e trazer prejuízos à produtividade”, afirma Torezani.
Na prática, esse efeito também é percebido pelos produtores no campo.
“A irrigação por gotejamento contribui para essa uniformidade. A planta consegue se desenvolver melhor, sem forçar o processo, e isso se reflete na maturação dos frutos”, relata Isaac Venturim.
Espírito Santo lidera produção de conilon
O Espírito Santo é referência nacional na produção de café conilon e concentra uma das cadeias produtivas mais importantes do agronegócio brasileiro.
A cultura possui forte impacto econômico em diversas regiões capixabas, especialmente no interior do estado, com geração de empregos e movimentação da economia ligada ao campo.
Além do avanço tecnológico nas propriedades, produtores têm investido cada vez mais em manejo de precisão, irrigação e monitoramento das lavouras para aumentar produtividade e qualidade da safra.
Fonte: Hydra Irrigações
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