Fiscalização resgata 22 aves silvestres vendidas ilegalmente em feira no Espírito Santo
Foto: Divulgação/SESP

O tráfico de animais silvestres continua sendo um dos principais desafios para a conservação da fauna brasileira. Em mais uma ação de combate a esse tipo de crime, uma força-tarefa realizada neste domingo (28) retirou de circulação 22 aves que estavam sendo comercializadas de forma irregular na Feira de Aribiri, em Vila Velha, na Grande Vitória.
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A operação reuniu equipes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Guarda Municipal de Vila Velha e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Durante a fiscalização, foram encontradas diversas espécies protegidas pela legislação ambiental, mantidas em gaiolas e oferecidas para venda sem qualquer autorização dos órgãos competentes.
Entre os animais apreendidos estavam coleiros, trinca-ferro, azulão, saíras-amarelas, bigodinho, corrupião, golinho (chorão) e canários-da-terra, além de um canário-belga. Ao todo, foram recolhidos cinco coleiros, nove canários-da-terra, duas saíras-amarelas e um exemplar de cada uma das demais espécies.
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Segundo os fiscais, uma das situações que mais chamou a atenção foi a presença de nove canários-da-terra confinados em uma única gaiola de pequenas dimensões, condição considerada incompatível com o bem-estar dos animais e enquadrada como maus-tratos.
Com a chegada das equipes, os responsáveis pela comercialização abandonaram as gaiolas e deixaram o local. A opção por não iniciar uma perseguição foi adotada para evitar riscos aos frequentadores da feira.

De acordo com o delegado Marcelo Nolasco, titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a prioridade da operação foi garantir o resgate das aves e preservar a segurança das pessoas presentes.
Já o delegado Leandro Piquet, responsável pelo Núcleo de Proteção Animal da especializada, destacou que o comércio ilegal representa uma ameaça direta à biodiversidade.
“Animais silvestres pertencem à natureza. Retirá-los do ambiente natural para comercialização ilegal provoca impactos sobre as populações das espécies e ainda submete esses indivíduos a condições de extremo estresse e sofrimento”, ressaltou.
Após o resgate, todas as aves foram encaminhadas aos órgãos ambientais competentes. Os animais passarão por avaliação veterinária, período de recuperação e, quando houver condições técnicas, poderão ser devolvidos ao habitat natural.
O comércio clandestino de fauna silvestre figura entre as atividades ilícitas mais lucrativas do mundo e compromete a conservação de inúmeras espécies brasileiras. Além dos prejuízos ambientais, a retirada desses animais da natureza interfere na dispersão de sementes, no controle de insetos e no equilíbrio dos ecossistemas, afetando diretamente a biodiversidade.
A captura, manutenção em cativeiro, transporte e comercialização de animais silvestres sem autorização configuram crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998. As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de segurança pública e dos órgãos ambientais.
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