Programa leva saneamento rural a mais de 15 mil propriedades no Espírito Santo
Foto: Divulgação/Seama

O Espírito Santo deu início à execução do Programa Águas do Campo, iniciativa que pretende ampliar o acesso ao saneamento básico em comunidades rurais e reduzir os impactos ambientais provocados pelo descarte inadequado de esgoto doméstico. Coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o programa prevê a instalação de mais de 15 mil biodigestores em 77 municípios, com investimento superior a R$ 119 milhões.
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Considerada a maior ação estadual voltada ao saneamento rural, a iniciativa busca atender propriedades localizadas em áreas onde não há viabilidade para implantação de redes convencionais de coleta e tratamento de esgoto. Além de melhorar as condições sanitárias das famílias do campo, o programa pretende fortalecer a preservação dos recursos hídricos e contribuir para a recuperação de importantes bacias hidrográficas capixabas.
Segundo o governador Ricardo Ferraço, o investimento representa um avanço para o desenvolvimento sustentável do Estado e para a melhoria da qualidade de vida da população rural.
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“Estamos promovendo uma transformação histórica no campo, levando infraestrutura, saúde e dignidade para milhares de famílias. Ao mesmo tempo, protegemos nascentes, rios e reservatórios estratégicos para garantir segurança hídrica às futuras gerações”, destacou.
A implantação começou na última sexta-feira (27), em Linhares, município que receberá 675 biodigestores, o maior número previsto nesta primeira etapa. Nesta semana, os trabalhos também foram iniciados em Sooretama e Marilândia, dentro do subprograma Águas do Doce, voltado à recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce.
Nesta fase inicial, o investimento chega a aproximadamente R$ 20 milhões, fruto de parceria entre a Seama e a Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd). Ao todo, serão instalados 2.438 biodigestores em seis municípios considerados prioritários.
Em Sooretama, estão previstas 240 unidades, enquanto Marilândia receberá 326 biodigestores, beneficiando diversas comunidades rurais, entre elas Patrão-Mor. Ainda nesta etapa, o cronograma contempla o início das instalações em Baixo Guandu e Mantenópolis.
Levantamento realizado pela Seama aponta que o Espírito Santo possui cerca de 159 mil domicílios rurais, dos quais mais de 131 mil ainda apresentam formas inadequadas de destinação do esgoto doméstico. Desse total, aproximadamente 43,8 mil residências estão situadas em locais onde sistemas convencionais de saneamento não são economicamente viáveis.
Cada sistema instalado será composto por biodigestor séptico, caixa de gordura, leito de secagem de lodo, vala de infiltração e círculo de bananeiras. A estrutura é dimensionada para atender residências com até cinco moradores, promovendo o tratamento do esgoto antes do retorno ao meio ambiente.
Além de reduzir a contaminação do solo e dos cursos d’água, a iniciativa busca melhorar a qualidade da água das bacias hidrográficas e minimizar impactos ambientais provocados pelo lançamento irregular de resíduos.
Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Victor Ricciardi, o programa representa um novo modelo de política pública para o meio rural.
“O Águas do Campo amplia o acesso ao saneamento em regiões que historicamente ficaram fora das soluções tradicionais. Trata-se de um investimento que alia preservação ambiental, saúde pública e desenvolvimento sustentável, alcançando comunidades em todas as regiões do Espírito Santo”, afirmou.
Além da instalação dos equipamentos, o programa prevê acompanhamento técnico das famílias beneficiadas e fiscalização permanente das estruturas. O trabalho será realizado em parceria com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), que também atuarão na capacitação dos moradores para operação e manutenção dos sistemas.
Com a implantação dos biodigestores, o Governo do Estado espera reduzir significativamente a poluição causada pelo esgoto doméstico nas áreas rurais, fortalecendo a recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce e ampliando a segurança hídrica para as próximas décadas.
Fonte: Seama
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