Energia solar na propriedade rural: vale a pena investir?
Foto: Freepik

O custo de energia elétrica é uma das despesas fixas que mais pesam no orçamento de propriedades rurais, especialmente aquelas que dependem de irrigação elétrica ou sistemas de refrigeração. A energia solar tem surgido como alternativa para reduzir esse custo.
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Engenheiros especializados em sistemas fotovoltaicos para o campo observam que o produtor rural tem uma vantagem natural para energia solar, que é espaço disponível para instalação dos painéis. A dúvida da maioria dos produtores não é se funciona, mas se compensa financeiramente.
O tempo de retorno do investimento varia conforme o consumo médio da propriedade e a região do país, mas costuma ficar entre quatro e sete anos, período após o qual a energia gerada passa a representar economia direta no caixa da fazenda.
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Propriedades com irrigação elétrica, como sistemas de pivot central, costumam apresentar os melhores resultados financeiros com energia solar, já que o consumo elétrico elevado desses sistemas amplia a economia gerada pela geração própria.
Além da economia direta, a energia solar reduz a dependência da propriedade em relação à rede elétrica convencional, o que é especialmente relevante em regiões rurais com histórico de quedas frequentes de energia.
Linhas de crédito específicas para energia renovável têm facilitado o acesso de produtores de menor porte a esse tipo de investimento, com prazos e taxas mais adequados à realidade de fluxo de caixa da atividade rural.
A manutenção dos sistemas fotovoltaicos costuma ser simples, mas exige limpeza periódica dos painéis e monitoramento da geração, especialmente em regiões com maior incidência de poeira proveniente das atividades agrícolas ao redor.
Com a conta de energia sendo um dos custos fixos mais previsíveis da propriedade, especialistas recomendam que o produtor faça uma análise detalhada do próprio consumo antes de decidir o tamanho ideal do sistema fotovoltaico a ser instalado.
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