Capacitação on-line sobre cultivo do maracujá

Este é o segundo curso on-line realizado durante a pandemia do novo coronavírus

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realizam uma capacitação, por videoconferência, sobre o cultivo do maracujá. O curso teve início nesta terça-feira (23) e segue até sexta-feira (26). Este é o segundo curso on-line realizado durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O primeiro foi sobre o cultivo do abacaxi com, aproximadamente, vinte municípios envolvidos.

A capacitação é uma proposta da Seag e está fundamentada nas Estruturas Analíticas de Projetos (EAPs), utilizadas para a elaboração do Planejamento Estadual de Fruticultura. “A cultura do maracujá está em expansão no Espírito Santo, tanto para a produção de frutas quanto consumo ’in natura’, assim como para a produção de suco. Nosso objetivo é aumentar a área de cultivo do fruto, gerando emprego e renda para os agricultores familiares, além de recuperar os polos de fruticultura em todo Estado”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto.

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A ação de capacitação foi sugerida em todas as 12 reuniões já realizadas pelos grupos representativos das culturas frutícolas e tem como parceiros a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) e Trop Frutas do Brasil.

“Vale ressaltar que o Estado de Santa Catarina apresenta ótima produtividade brasileira no cultivo deste fruto e a Embrapa Cerrados apresenta pesquisas mais aprofundadas, sendo considerados referências de ponta no cultivo e na pesquisa  do maracujá, por isso a participação das instituições ligadas à pesquisa são tão importante nesse processo”, disse o coordenador de projetos da Seag, Ederaldo Panceri Flegler.

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“O setor da fruticultura estava desassistida e agora estamos retomando as atividades junto com todo corpo técnico do Incaper e da Seag. A capacitação é uma troca de experiências para que juntos possamos alavancar a produção do fruto no Espírito Santo”, disse o diretor-presidente do Incaper, Antônio Carlos Machado 

O público a ser capacitado é representado prioritariamente pelos técnicos do Incaper, presentes nos 43 Municípios produtores capixabas. Porém, todos os técnicos dos outros municípios foram convidados, além de participantes de outras instituições.

“A cultura do maracujá é muito importante na cadeia da fruticultura capixaba, pois gera boa rentabilidade, principalmente para os pequenos produtores. Infelizmente, nos últimos anos a cultura foi diminuindo no Estado devido a problemas fitossanitários. No curso vamos ter a oportunidade de debater novas ações e ideia para alavancar a produção do fruto no Espírito Santo”, ressaltou pesquisador do Incaper, Luiz Carlos Santos Caetano.

ESPÍRITO SANTO – No início de 2015, a área plantada de maracujá no Estado era de, aproximadamente, 2.600 hectares, mas em fevereiro de 2016 chegou a 1.612, o que comprometeu drasticamente o arranjo produtivo da cultura. A diminuição da área plantada de maracujá foi bastante evidenciada quando nos anos de 2017 e 2018 os númerosforam da ordem de 1.307 hectares, com rendimento médio de 19,56 à 20,82 toneladas por hectare. No ano de 2019, os números estão ainda mais críticos, sendo que fatores ambientais e organizacionais contribuíram para este declínio.

Em 2019, a Seag apresentou o Projeto Inovafruti Maracujá – Inovação dos Arranjos Produtivos Frutícolas no Estado do Espírito Santo – Maracujá, em parceria com Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Fundação de Desenvolvimento Agropecuário do Espirito Santo (Fundagres) e Incaper, para ampliar a área plantada de maracujá em 450 hectares nos próximos dois anos, como forma de aumentar a produção e a qualidade dos frutos.

O Projeto está na fase inicial de operacionalização e engloba prioritariamente os municípios de São Mateus, Jaguaré, Sooretama e Linhares.

Fonte: Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Estado do Espírito Santo

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