Café com sabor da garra feminina

Fotos: Julio Huber

Maria da Penha Machado Carrari e a nora Daiana Pinto Souza Carrari, são cooperadas da Cafesul e produzem café robusta feminino

Julio Huber

Aroma floral, acidez cítrica, corpo suave e sabor de baunilha, chocolate, garra, determinação, coragem e muitas outras qualidades que estão escondidas em cada gole dos cafés produzidos por mãos femininas. Se durante muitos anos acordar cedo, fazer um cafezinho, preparar a merenda dos maridos, ajudar na lida da lavoura e cuidar dos grãos espalhados no terreiro era a rotina das mulheres cafeicultoras brasileiras, agora a história é outra.

Elas estão deixando de apenas ajudar os maridos e estão passando a ser protagonistas em todo o processo de produção dos grãos. Em cada xícara de um café feminino tem muito mais que trabalho duro, tem histórias de persistência, mudança de conceito e protagonismo das mulheres cafeicultoras.

E os dados do último Censo Agropecuário realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados compilados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), comprovam que cada vez mais as mulheres estão ocupando funções de destaque em propriedades cafeeiras. Segundo o Censo, mais de 40 mil estabelecimentos agrícolas brasileiros com produção de café são dirigidos por mulheres. Mesmo assim, esse número equivale a apenas 13,2% dos 304,5 mil existentes.

Os aprendizados obtidos em cursos de qualificação são aplicados nas lavouras da família de Daiane, em Muqui

Além das dirigentes, há também aquelas que estão na condição de cônjuge em codireção, sendo 32.400 mulheres em estabelecimentos com café arábica e 15.700 mulheres em estabelecimentos com café robusta. Dessa forma, pode-se afirmar que há um público feminino de mais de 88 mil mulheres dirigindo e codirigindo estabelecimentos com café em todo o Brasil.

E elas não estão apenas comandando as lavouras, mas se destacam cada vez mais no comando de projetos importantes das propriedades, em cooperativas e associações de produtores e produtoras de café no Brasil. Esse é o caso de Daiana Pinto Souza Carrari, 30 anos, que faz parte da Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Estado do Espírito Santo (Cafesul), que fica em Muqui, no Sul do Espírito Santo.

Ela participa ativamente no grupo de mulheres da Cafesul, e tem se destacado na produção de cafés robustas de qualidade. O café produzido por Daiane ficou com a 3ª colocação no 5º Torneio do Melhor Café Fairtrade do Brasil – Golden Cup, na categoria Robusta, confirmando que as mulheres estão dominando a arte de produzir café de qualidade.  

Antônio Luiz Livio Carrari, Maria da Penha Machado Carrari, Daiana Pinto Souza Carrari e Guideone Machado Carrari se orgulham de produzirem café robusta premiado nacionalmente

“Café especial para mim representa qualidade de vida. O café especial muda tudo. O café é um alimento, é um fruto, e você tem que tratar ele com todo o carinho e com todo o amor”, afirmou. Daiane conta que em 2018 a família dela começou a participar de concursos de qualidade da cooperativa, e foi quando ela e a sogra, Maria da Penha Machado Carrari, passaram a fazer parte do grupo de mulheres, que atualmente possui uma marca própria de café, o “Póde Mulheres”, com cafés acima de 80 pontos.

INCENTIVO – Em 2018, a família conquistou o primeiro lugar no concurso de qualidade da cooperativa, e isso foi uma motivação. “Por meio do grupo, participamos de cursos, aprendemos muito sobre a cafeicultura e nos aperfeiçoamos cada vez mais. Começamos com 15 mulheres, e hoje são mais de 25. O que a nossa família não sabia, aprendi com o suporte da cooperativa”, afirmou.

Daiana afirma que o núcleo feminino da Cafesul é importante para a melhora da qualidade e na agregação de valor dos grãos

Natércia Bueno Vencioneck Rodrigues, que é gerente administrativa e agente de desenvolvimento humano da Cafesul, explica o objetivo da criação – em 2014 – do grupo de mulheres. Além de incentivar na agregação de renda para a família, as participantes evoluíram muito, pois o conhecimento adquirido é compartilhado com a família.

“Antes do grupo, as mulheres não participavam da cooperativa e não comercializavam café. Também queríamos levar a elas, alternativas de diversificação de renda, com elas residindo na zona rural”, contou.

Natércia destaca o aumento de qualidade no café produzido pela cooperativa após a criação do grupo de mulheres

Natércia contou que o grupo deu um grande destaque para a cooperativa. “Essa união feminina foi gerando uma energia de evolução, principalmente no café de qualidade. Após vários treinamentos e cursos, elas optaram a trabalhar a qualidade do café. Desde então, muita coisa mudou e os cafés produzidos por mulheres estão ganhando cada vez mais destaque em concursos nacionais de qualidade”, enfatizou.

Natércia conta que com os resultados da participação feminina aparecendo, outras mulheres foram sendo incentivadas a participarem do grupo. Além disso, a cafeicultoras passaram a ter suas lavouras próprias e produzirem lotes de café do seu jeito, e esses grãos rapidamente conquistaram paladares exigentes.

Jovens cafeicultoras revolucionam a forma de produzir café arábica

Alaís Carina Gonçalves de Souza e Adriane Rodrigues da Silva são cooperadas da Coocafé e participam do núcleo feminino

Saindo de Muqui, no Sul do Espírito Santo, onde o café conilon é a estrela, na região do Caparaó, na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais, fica a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), com foco na produção de café arábica. A semelhança entre as duas cooperativas é a atuação do núcleo feminino, cujas ações têm mudado a vida de muitas famílias.

E essas mulheres de fibra estão ajudando a modernizar os processos produtivos das lavouras e fazendo com que os cafés ganhem destaque nacional. A cafeicultora Adriane Rodrigues da Silva, 33 anos, acorda às 5h, ajuda a tirar leite das vacas da propriedade, e depois se junta a seu marido nas lavouras de café.

“Eu faço de tudo na lavoura: na adubação, na colheita e tudo que é preciso fazer. Assim como eu, todas as mulheres da minha região também trabalham nas lavouras. A cafeicultura, para mim, sempre foi uma paixão. Desde criança sou apaixonado por roça, sou apaixonada por criações”, disse orgulhosa.

Adriane, que participa do Núcleo de Mulheres Coocafé, conta com entusiasmo como o aprendizado adquirido com treinamentos ofertados pela cooperativa tem ajudado a melhorar os tratos culturais nas lavouras de sua família.

“A Adriane de antes não tinha tantas informações como tenho hoje. A cada dia tenho procurado melhorar mais. Dia após dias procuramos mais informações para melhorar sempre mais. Eu me orgulho em fazer parte do cooperativismo porque aprendemos muito. Meu pai e meu esposo são cooperados, e antes não tínhamos tanto cuidado como temos hoje”, destaca.

A cafeicultora Adriane conta que os tratos culturais das lavouras mudaram após os ensinamentos da Coocafé

QUALIFICAÇÃO – Filha de produtores de café, Alais Carina de Oliveira, 26, é outro exemplo de mulher de garra e determinada em melhorar a produtividade e qualidade dos grãos de arábica. Ela também faz parte do Núcleo de Mulheres da Coocafé. “Quando a gente nasce em uma família produtora de café, naturalmente a gente cresce nesse meio e vamos tomado gosto e se envolvendo. Eu adubo, eu roço… faço de tudo. Na época de colheita a gente se envolve em tudo. O marido está na roça puxando um café, eu estou ajudando a pilar os grãos”, conta.

Ela garante que sem a Coocafé, não dá para imaginar como seria a produção de sua família. “A Coocafé ensinou que não é só colher o café como fazíamos antigamente. Ela ensinou que precisamos dar valor ao nosso fruto. Quem não faz parte da Coocafé, deveria fazer. Para mim, é um privilégio fazer parte da família Coocafé, porque só temos a ganhar e o benefícios são muitos”, afirmou

Alais conta com orgulho como o aprendizado obtido por meio da Coocafé tem auxiliado na melhora da qualidade do café

Entre as mudanças, Alaís cita como exemplo o acondicionamento de defensivos agrícolas. “Eu achava que para os meus insumos estarem bem guardados, era só colocar eles em um paiol e fechar, que estava de bom tamanho. Mas meu técnico me cobrou e pediu para fazer um cômodo só para os insumos, trancado com chave. Além de mim, só meu marido tem acesso. Eu não tinha esse espaço por falta de informação”, contou.

Cafés femininos vão para Canadá, Polônia e EUA

Ao lado do marido José Joaquim Borges e o neto Gabriel Borges Pereira, a cafeicultora Maria Aparecida Paiva Borges se orgulha de produzir um café feminino premiado e que já está sendo exportado pela Coopfam

Os cafés feitos exclusivamente por mulheres brasileiras estão conquistando cada vez mais o mercado nacional e internacional. E em busca dessas informações, a reportagem da Revista Negócio Rural saiu do Espírito Santo e foi conhecer a Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), que fica na cidade de Poço Fundo, em Minas Gerais.

A Coopfam é a única organização nacional que exporta café exclusivamente feito por mulheres, como conta o diretor comercial, Paulo Ferreira Junior. “Em 2006, as esposas dos cooperados passaram a se associar e fundaram Grupo Mulheres Organizadas em Busca da Igualdade (MOBI). Após vários encontros, elas lançaram as marcas de café feminino orgânico e o sustentável. Em 2015 concretizamos a primeira exportação a um cliente nosso que distribui o café feminino para cafeterias dos Estados Unidos e Canadá”, comenta Paulo.

Em 2021, a cooperativa enviou o primeiro contêiner (cerca de 320 sacas de 60 quilos cada) de café feminino sustentável para a Polônia. O acréscimo no valor do café feminino é entre 10 e 15%, comparado com o valor praticado no Brasil. E, para abrir ainda mais mercado, a Coopfam está prestes a obter uma certificação internacional que confirma a produção feminina da cooperativa.

“Só falta uma auditoria internacional para que possamos obter essa certificação. Seremos a primeira organização brasileira com esse selo que garante que o café é produzido pelas mãos femininas”, contou o gerente comercial.

Uma das cafeicultoras da cooperativa é Maria Aparecida de Paiva Borges, 67. Ela já faturou o primeiro lugar no concurso de qualidade promovido pela cooperativa na categoria “Café de Mulheres”. Segundo ela, tudo começou a mudar quando as cooperadas fundaram o grupo de mulheres.

“Sempre participávamos das reuniões na cooperativa com os maridos, e não podíamos votar e participar das decisões. Foi quando decidimos formar nosso grupo de mulheres. Hoje temos o nosso café produzido pelas mulheres. Aprendemos muito nesse tempo em nossos encontros. As mulheres mais novas estão fazendo muito café de qualidade”, afirmou.

Ouro diferencial é que toda a lavoura de Maria Aparecida é no sistema orgânico. “A mudança do convencional para o orgânico foi difícil, porque a produção cai e, no início não tínhamos a técnica. Como não usávamos agrotóxicos e como sempre gostamos de preservar a natureza, passamos para o orgânico com maior facilidade. Assim fazemos um produto que é bom para a saúde da gente e de quem consome. O valor pago é maior que o pago ao convencional”, destaca.

TRADIÇÃO – Em Santana da Vargem, em Minas Gerais, a Cooperativa dos Pequenos Agricultores de Santana da Vargem (Coopasv) também apoia as mulheres cafeicultoras. A cooperada Tereza Vitalino de Nazaré, 62, recebeu a reportagem da Revista Negócio Rural em sua propriedade. Ela contou que tem uma ligação de infância com a cafeicultura e, junto ao marido, conduzem as lavouras na propriedade, que eles conquistaram com muito trabalho.

“Desde que eu me entendo por gente trabalho na cafeicultura. Meu pai era meeiro e ele nos levava para as lavouras. Naquela época, era muito difícil, mas hoje tudo é diferente. A cooperativa oferece muitos cursos e isso nos ajuda muito. A participação feminina tem aumentado muito nos últimos anos e temos até um concurso de qualidade de café exclusivo para mulheres”, contou.

Teresa Vitalina é cooperada da Coopasv, que fica em Santana da Vargem (MG), e enaltece o apoio da cooperativa

A gerente geral da Coopasv, Beatriz de Souza Pereira, explicou que o projeto “De todas as Marias”, voltado para o público feminino, valoriza o trabalho das mulheres, e contribui para a constante melhoria da qualidade do café, já que as informações repassadas às cooperadas são fundamentais para a evolução da cafeicultura.

“O De todas as Marias surgiu como um aconchego. Hoje, a produtora faz um café para todas as mulheres do mundo. Eu me sinto muito feliz em fazer parte de uma cooperativa em que a mulher é valorizada. Ela tem seu papel de liderança e é empreendedora. Essas mulheres estão à frente dos seus negócios ou auxiliando seus maridos. É um trabalho de reconhecimento”, relatou.

MELHOR CAFÉ DO BRASIL – Outra organização visitada pela reportagem da Revista Negócio Rural foi a Cooperativa Agropecuária dos Produtores Orgânicos de Nova Resende e Região (Coopervitae), em Nova Resende, Minas Gerais. As mulheres têm se destacado em concursos de qualidade de cafés. Em 2020, cooperados da Coopervitae conquistaram três premiações no Torneio do Melhor Café Fairtrade do Brasil – Golden Cup. Os grãos produzidos por Taís Silva Fernandes Miranda, 32, foram eleitos os melhores na categoria “Arábica Microlotes”.

O café produzido por Tais Silva Fernandes foi eleito o melhor do Brasil em um concurso realizado em 2020. Juntamente com o sogro Antônio e o marido Alessandro, ela já incentiva o filho Marcos Henrique na produção de café em Nova Resende (MG)

“A Coopervitae divulgou o concurso Fairtrade e enviamos a nossa amostra. Não esperamos a primeira colocação, mas ficamos muito felizes e gratos pelo apoio da cooperativa. A responsabilidade de ter o melhor café Fairtrade do Brasil é muito grande. A cada ano buscamos melhorar nossos cafés, sempre inovando, como a utilização do terreiro suspenso e, agora, testando cafés fermentados”, revelou.

Comércio Justo fortalece ações de cooperativas brasileiras

E todas essas ações das cooperativas brasileiras têm um apoio importante, que é o sistema Fairtrade (Comércio Justo). No Brasil, 30 organizações de produção de café são certificadas Fairtrade.

A Associação das Organizações de Produtores Fairtrade do Brasil (BRFAIR) é a coordenadora nacional de Comércio Justo do Brasil, e é ligada à Coordenadora Latino-americana e do Caribe de Pequenos Produtores e Trabalhadores do Comércio Justo (CLAC), que integra a rede latino-americana de produtores e é coproprietária do sistema Fairtrade International.

Apenas os produtores e produtoras que integram associações ou cooperativas certificadas são beneficiados(as) pelos projetos e ações promovidas por esse movimento mundial.

Quem explica mais sobre o sistema é o secretário executivo da BRFAIR, Bruno Aguiar. Entre os benefícios, o Comércio Justo permite que o pequeno produtor associado ou cooperado a uma dessas organizações, receba um preço mínimo internacional pela exportação pelo seu produto.

A certificação Fairtrade é concedida a cooperativas e associações que cumprem exigências ambientais, sociais e econômicas

RETORNO SOCIAL – Além de assegurar um valor melhor para a mercadoria, as organizações certificadas recebem o “Prêmio Fairtrade” que é um valor repassado às cooperativas e associações, de acordo com o movimento de comercialização. Esses valores devem ser usados em prol dos agricultores ou para a região onde as organizações atuam.

“A certificação é pautada por uma série de critérios que norteiam os produtores e toda a cadeia que quer fazer parte do sistema Fairtrade. Com isso, todos os envolvidos na produção, comunicam ao consumidor que estão cumprindo uma série de critérios e entregando um produto reconhecido como de responsabilidade social, ambiental e econômico”, destacou.

São ações voltadas aos setores ambientais, sociais, para a melhoria de qualidade dos produtos, no incentivo à inclusão de gêneros, em capacitações, para a melhoria da infraestrutura, na saúde das famílias de agricultores, entre outras.

“Uma das demandas que está cada vez mais em evidência é a inclusão. No próprio sistema observamos um movimento cada vez maior de inclusão de jovens, idosos, gêneros e classes sociais. E o sistema no Brasil tem investido cada vez mais em movimentos de empoderamento das mulheres, na produção de cafés femininos e em atividades que incentivam cada vez mais a qualificação e apoio a iniciativas das cafeicultoras”, informou.

Durante a pandemia da Covid-19, por exemplo, algumas organizações apoiaram ações de prevenção entre os associados e cooperados e também com a comunidade, como foi o caso da Cafesul, que doou materiais para a casa de amparo ao idoso em Muqui, município onde fica a sede da cooperativa.

“O Prêmio Fairtrade é que proporciona isso tudo. Todo esse trabalho com o grupo de mulheres, por exemplo, tem custo, e o valor do prêmio conseguido com a venda das sacas desses cafés é usado para desenvolver todos esses trabalhos, como as premiações”, enfatizou Natércia Bueno Vencioneck Rodrigues, gerente administrativa e agente de desenvolvimento humano da Cafesul

A cafeicultora Daiana confirma a importância do Comércio Justo. “Por meio da cooperativa, os produtores da cooperativa têm acesso a diversos benefícios do Fairtrade, como qualificações e melhores preços na venda do café. Um dos maiores benefícios que a certificação traz para nós é as boas práticas no campo. Muitas vezes, as pessoas pensam só no lado financeiro, mas esquecem desse lado ambiental. E sempre somos cobrados e incentivados a preservar as propriedades”, disse.

Espírito Santo promove curso de classificação de café para mulheres

Foto: Divulgação

Com o objetivo de qualificar as cafeicultoras capixabas, foi iniciado, neste mês de outubro, o primeiro curso do Programa de Treinamento em Classificação de cafés, voltado para mulheres. A intenção é contribuir para a inserção feminina qualificada no setor e aprimorar os métodos e técnicas, visando à melhoria da qualidade do café produzido no Espírito Santo e consequente aumento do valor agregado e da renda dessas famílias rurais. 

O programa de capacitação é uma das ações do projeto “Elas no Campo e na Pesca”, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), e foi estruturado a partir de demandas das cafeicultoras do Estado.

A capacitação está sendo realizada por meio de parcerias entre a Seag, o Centro de Cafés Especiais do Espírito Santo (CECAFES), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES), Sindicatos Rurais e prefeituras, por meio das Secretarias municipais de Agricultura.

É notório perceber que a presença feminina tem ganhado cada vez mais espaço no meio rural

Superintendente do Senar-ES, Letícia Simões

“A presença das mulheres rurais na produção agrícola familiar é forte. Elas desempenham inúmeras funções essenciais para a atividade. Sempre deixam sua marca, como na atenção aos detalhes, e capacitá-las é fundamental para que possamos continuar dando visibilidade às ações delas para o desenvolvimento da cafeicultura capixaba”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Paulo Foletto.

“É notório perceber que a presença feminina tem ganhado cada vez mais espaço no meio rural e o Senar-ES está sempre presente para levar a essas mulheres ações de capacitação profissional, promoção social e saúde. O treinamento faz parte de um projeto de muitos que virão para tornar essas mulheres profissionais e pessoas cada vez mais capacitadas”, disse a superintendente do Senar-ES, Letícia Simões.

Segundo a coordenadora do projeto, Patrícia Ferraz, nessa primeira edição do programa de treinamento serão atendidos 15 municípios das regiões Serrana, Caparaó e Sul, sendo ofertadas cinco modalidades de cursos, com a meta de atendimento de 250 mulheres até dezembro de 2022. “O Espírito Santo se consolidou como uma das principais origens de cafés especiais no país e no mundo. Somos destaque na produção de cafés finos, tanto no arábica quanto no conilon, e as mulheres têm um papel fundamental no que diz respeito à qualidade dos nossos cafés. Elas atuam em todos os processos, mas percebemos que onde há café especial, existe uma mulher envolvida nos cuidados, no processamento, na secagem e nas torrefações. Portanto, é muito importante que elas se capacitem e passem a ocupar cada vez mais o espaço que desejarem dentro da cadeia produtiva do café”, destacou Patrícia.

Imagens: Diego Luis / Edição de imagens: Bruno Faustino

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