Ração contaminada mata 284 equinos e empresa é interditada

Foto: Freepik

Foram confirmadas, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a morte de 284 equinos após o consumo de rações de uma fábrica que fica em Itumbiara (GO). Os animais mortos estavam em São Paulo e Minas Gerais, e os casos foram registrados nos últimos meses.

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A empresa, que estava funcionando de forma parcial após a suspeita de contaminação, teve revogada a decisão judicial que autorizava a produção e comercialização de rações não destinadas a equídeos. Com a revogação, volta a valer a suspensão cautelar imposta pelo Ministério, que proíbe a fabricação de rações para todas as espécies animais, até que a empresa comprove ao Mapa a correção de todas as irregularidades apontadas pela fiscalização, o que ainda não ocorreu até o momento. 

As investigações conduzidas pelo Ministério indicam que a contaminação ocorreu por falhas no controle da matéria-prima, que continha resíduos de plantas do gênero Crotalaria, conhecidas por conter alcaloides pirrolizidínicos, como a monocrotalina – substância altamente tóxica para os animais.

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Essas substâncias não são permitidas na formulação de rações e só aparecem quando há uso indevido de matérias-primas proibidas ou contaminação de ingredientes autorizados. Consideradas hepatotóxicas, alteram o DNA celular e causam danos ao fígado, com efeitos que variam conforme a dose, o tempo de exposição e a condição do animal.

“O Mapa ainda aguarda os resultados de análises de outros lotes de ração produzidos e de lotes de matérias-primas envolvidas para definir os rumos da investigação. O Ministério permanece atento a qualquer nova denúncia e manterá a sociedade informada com total transparência”, informou o Ministério, em nota.

ENTENDA – No dia 26 de maio, o Ministério da Agricultura e Pecuária recebeu, por meio do canal Fala.BR, uma denúncia sobre mortes de cavalos no estado de São Paulo. Em 30 de maio, fiscais do Mapa foram até a propriedade em Elias Fausto (SP) e identificaram suspeita na ração fornecida aos animais.

Entre os dias 2 e 4 de junho, foram realizadas inspeções na fábrica, que revelaram falhas nos processos de produção e controle de qualidade. Novas denúncias foram recebidas. Em todas as propriedades investigadas os equinos que adoeceram ou vieram a óbito consumiram produtos da empresa. Já os animais que não ingeriram as rações permaneceram saudáveis, mesmo quando alojados nos mesmos ambientes.

Em razão disso, o Mapa emitiu alerta para suspensão imediata do consumo das rações fabricadas pela empresa investigada. Em 25 de junho, análises laboratoriais confirmaram a presença de monocrotalina, substância tóxica e proibida para equídeos. O Ministério instaurou processo administrativo, mantém as investigações e continua com o recolhimento dos lotes contaminados.

Fonte: Mapa

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