CNA e Fambras iniciam curso sobre oportunidades e desafios para o agro brasileiro nos países islâmicos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) realizaram, na quinta (17), o primeiro encontro da 2ª edição do curso online “O Mundo Islâmico 2021 – Oportunidades e Desafios para o agronegócio brasileiro em um cenário Pós-Pandemia”.

Na cerimônia de abertura, o presidente da CNA, João Martins, destacou que atualmente o mundo islâmico é o terceiro mercado de destino das exportações brasileiras, o segundo em alimentos e primeiro em proteína. “São cerca de 16 bilhões de dólares anuais, 68% em produtos agropecuários, representando 20% de nossas vendas externas”.

Em 2019, os 57 países membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) importaram mais de US$ 160 bilhões em produtos agrícolas, sendo um pouco mais de 10% representado pelo Brasil. “Vemos que as oportunidades para o Brasil são muitas, mas os desafios são igualmente relevantes”, disse Martins.

Segundo o presidente da CNA, o mercado dos países islâmicos poderá ser explorado quando os valores e a cultura mulçumana forem totalmente compreendidos no Brasil. “Temos de dar atenção às normas e princípios de direitos islâmicos, ao conceito de certificação Halal e aos padrões que regem as relações humanas”.

Para Martins é necessário conhecer os países muçulmanos, acrescentar mais esforços no campo da promoção comercial, firmar novas parcerias, expor os produtos brasileiros e disseminar as boas oportunidades de investimentos no Brasil. “Estamos preparados para enfrentar esses desafios porque a qualidade dos nossos produtos agropecuários é amplamente reconhecida e somos um país aberto ao mundo e à diversidade étnica”.

De acordo com o presidente da Confederação, o curso é mais um esforço para compreender melhor todas essas questões. “É uma excelente iniciação para todos aqueles interessados em contribuir para o esforço geral de aproximação do Brasil com o mundo islâmico”, explicou.

Já o presidente da Fambras, Mohamed Zoghbi, disse que o Brasil precisa estar preparado para a realidade pós-pandemia, que impulsionará o mercado Halal.

Mohamed também afirmou que os produtos com a certificação Halal são uma opção segura para o mundo pós-pandemia. “Saúde e segurança são as palavras de ordem. O curso é a nossa contribuição para o produtor rural brasileiro se preparar para esse novo contexto”.

Em sua fala, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que as relações entre o Brasil e os países islâmicos são antigas, mas que podem ser estreitadas cada vez mais. “Esse curso mostra a importância das relações comerciais e culturais entre os povos”.

Em seu discurso, o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), embaixador Osmar Chohfi, informou que o mercado islâmico é considerado cada vez mais relevante para os produtos agropecuários brasileiros. “Em 2020, mesmo com todas as intempéries, o Brasil mostrou sua importância no fornecimento de alimentos e bebidas para a nação árabe, empatando com a Índia”.

Para Osmar, difundir informações para auxiliar as empresas brasileiras a estabelecer vínculos com esses países é uma estratégia fundamental para o desenvolvimento das relações comerciais. “A pandemia evidenciou uma preocupação com a segurança alimentar e o Brasil manteve o fornecimento de alimentos para o mercado dos países árabes e demais nações islâmicas”.

O curso, que tem o apoio da CCAB e da Academia Halal do Brasil, prosseguirá nos dias 24 de junho e 1º e 8 de julho, das 9h às 11h. Os encontros serão ao vivo por meio da plataforma virtual Zoom. Dividida em quatro módulos, a programação vai abordar assuntos como aspectos culturais, inteligência de mercado, relações comerciais, certificação dos produtos Halal e finanças islâmicas, entre outros. O curso é gratuito e fornecerá certificado para quem tiver 75% de participação.

Fonte: CNA

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