Expectativa de safra brasileira pressiona preços do café nas bolsas internacionais
Foto: Incaper

Cotações do arábica e do robusta recuaram na última semana, com mercado atento ao avanço da colheita no Brasil e à perspectiva de maior oferta
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Os preços do café recuaram nas principais bolsas internacionais na última semana, em um movimento associado principalmente à expectativa de avanço da oferta brasileira. A análise da StoneX aponta que o andamento da colheita no país tem limitado a recuperação das cotações dos contratos futuros.
Em Nova Iorque, o contrato de café arábica com vencimento em julho encerrou a semana cotado a 286,4 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 2,9%. O resultado interrompe parte dos ganhos registrados anteriormente.
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O café robusta também apresentou queda. Na bolsa de Londres, o contrato com vencimento em julho fechou a US$ 3.364 por tonelada, recuo de 3,4% no período.
Colheita brasileira entra no radar
A perspectiva de maior disponibilidade de café no curto prazo tem pesado sobre as negociações. Com o avanço da colheita no Brasil, o mercado passa a incorporar a possibilidade de aumento da oferta, reduzindo o espaço para altas nas cotações.
O cenário ocorre mesmo diante de fatores externos que poderiam elevar os custos da cadeia. A valorização do petróleo, por exemplo, aumenta as despesas com frete e logística no comércio internacional, mas não foi suficiente para sustentar os preços do café.
As incertezas relacionadas ao cenário macroeconômico também contribuem para a volatilidade das bolsas. Ainda assim, a evolução da safra brasileira permanece entre os principais fatores acompanhados pelos agentes do mercado.
Oferta deve influenciar próximas semanas
A continuidade da colheita brasileira deve seguir como referência para o comportamento dos preços. O ritmo dos trabalhos no campo e o volume de café que chegará ao mercado podem alterar a relação entre oferta e demanda ao longo das próximas semanas.
Para os contratos futuros, a expectativa de maior oferta tende a limitar movimentos de alta enquanto o mercado avalia os resultados da safra e as condições de comercialização.
O desempenho das cotações também continuará sujeito a fatores externos, como custos logísticos, petróleo e condições macroeconômicas. O cenário combina, portanto, pressão de oferta no curto prazo com elementos capazes de provocar novas oscilações nos preços internacionais.
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